Oh não...esse assunto de novo!
- 2 de fev. de 2015
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Antes do período Barroco era assim… “Os instrumentos de cordas precisavam ser reafinados para cada tonalidade diferente. Para minimizar esse problema, utilizam-se atualmente escalas temperadas. O sistema de temperamentos, introduzido na época da música barroca, altera as frequências de algumas notas para permitir que todos os intervalos de quinta e oitava sejam consonantes, mesmo que as notas obtidas fiquem ligeiramente diferentes das notas da série harmônica. Isso permite a afinação em instrumentos polifônicos como o piano ou o órgão ou entre instrumentos diferentes.” 1
Vejam que interessante “… altera as FREQUÊNCIAS de algumas notas para permitir… uma consonância …”. Este tipo de arbitrariedade não existe na TEHP. Longe de querer “pregar” uma verdade absoluta, trata-se apenas de coerência.
- Aaah! Mas esta arbitrariedade é em prol de um bem maior que é a possibilidade de termos uma orquestra tocando em consonância….. Diria algum teórico.
Ora, o fato de não ouvirmos este “erro” não significa que ele não exista. Pior, esta anomalia é ouvida sim, através do “batimento” de duas notas SOL que tem suas frequências “levemente” alteradas. Este “levemente” é suficiente para gerar um fenômeno acústico que grita:” Mas isto está errado...como pode-se equilibrar duas notas de mesmo nome, SOL, mas que tem frequências diferentes????"
Algo de errado acontece com o mundo quando aceita teorias musicais (ou políticas) goela abaixo sem nenhum sinal de protesto. Chamo isto de “mediocrização do pensamento”. Grande causadora desta “sinuca de bico” intelectual em que nos encontramos.
No Espiral Harmônica, construimos composições que leva muito em conta a harmonia “real” entra as parciais de uma nota. O resultado, de cara, parece nulo. Com algum tempo de audição já pode-se colher os frutos de uma percepção “saudável”. Se reduzirmos tudo a frequências de onda, poderiamos “ver” um mar calmo e translúcido, em vez da “sopa caótica e turva” na qual navega o sistema temperado. É preciosismo? Digo, mais um vez, que é “honestidade”.






































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