Duas Visões de Mundo Diferentes
- 24 de fev. de 2016
- 3 min de leitura
Para quem ainda não fez o download do meu e-book TEHP – A Teoria da Espiral Harmônica Progressiva – A Música Contextual e a Harmonia Integral dos parâmetros musicais e das cores, e mesmo para quem fez o download, mas ainda não começou a lê-lo, independente de conhecer, ou não, algum termo de música – para o caso dos não músicos –, leiam o e-book! Pois o livro sobre a TEHP, antes de tratar sobre teoria musical, trata sobre a quebra do paradigma moderno que em termos físicos poderíamos resumi-lo na unidade em oposição entre partícula e onda.

O paradigma existe porque o que se está em conflito são duas visões de mundo diferentes.
De um lado, o lado partícula, propõe que as relações entre as coisas se dão a posteriori, porque as coisas existem em relativa independência umas das outras, antes das relações acontecerem. As entidades, sejam elas quais forem, estão isoladas umas das outras e possuem uma inteireza em si próprias, prontas para os relacionamentos acontecerem e assim podermos construir – e essa é a palavra-chave: construir (!) – a realidade. São as chamadas partículas, ou subpartículas, fundamentais. Onde a partir delas, tal qual um Lego, posso construir o universo.
Na música, principalmente na cultura ocidental, essas partículas fundamentais seriam as notas. Entidades, que do ponto de vista partícula, possuem uma independência em si – principalmente depois do estabelecimento do temperamento igual, onde uma oitava, ou o intervalo entre duas frequências em relação de 2:1, foi dividido em 12 partes logarítmicas iguais, ou seja, a menor “distância” entre duas notas consecutivas (o semitom) é sempre a mesma. Estas entidades sonoras independentes estão prontas para, a posteriori, estabelecer qualquer tipo de relacionamento, estarem implicadas em qualquer tipo de organização frequencial: sistema tonal, modal, dodecafônico, politonal, serial, atonal... E a partir desta matéria-prima, estas entidades podem ser disponibilizadas (ou arranjadas) no tempo e a elas acrescentadas um colorido, ou seja, os timbres. Mesmo que as entidades sonoras não sejam as notas do sistema temperado, mas captações sonoras como na Música Concreta, a lógica da construção musical permanece a mesma, porque o que está presente é uma visão de mundo, o mundo das entidades isoladas, das partículas.
O outro lado, o lado onda, propõe que os relacionamentos são inerentes às coisas; ou melhor, as coisas, não possuindo independência em si, são abstrações elegidas em determinados momentos. O que existem são relações em múltiplos níveis também inter-relacionados, sempre a priori.
Mas esta onda possui uma particularidade, ela é uma onda estacionária. E é sendo uma onda estacionária que a Harmonia no sentido real do termo se apresenta. O fundamental aqui não é a menor onda, onde, a partir dela, se poderia construir o universo, mesmo que em ondas, mas uma onda fundamental estacionária que de saída já teria implícitas nela, literalmente, todas as possibilidades de relacionamentos presentes em seus infinitos parciais harmônicos, que são as manifestações da própria onda fundamental em múltiplos níveis.
Na música, este modo de pensar está explícito na TEHP. Na TEHP os chamados parâmetros musicais – ritmo, notas e timbre – e também as cores, são harmônicos entre si. Na realidade, existe um único fenômeno ondulatório com oscilações que vão desde uma oscilação em muitos minutos, ou horas, até frequências de 15 dígitos por segundo!
Cito aqui um trecho do e-book:
Para entrarmos mais profundamente no que vem a ser esta instância da Espiral Harmônica Progressiva, nós dizemos que esta reverbera uma Unidade Universal, ou uma Harmonia Integral, onde tudo implica tudo, nada existindo fora da relação, a relação constituindo todas as realidades. A Espiral Harmônica Progressiva é a base multidimensional onde todas as escolhas são feitas, onde os Contextos, ou filtros, são aplicados. A TEHP não impõe nenhuma estrutura, seja temporal, frequencial e muito menos quantitativa; e sim leis de relacionamento. Por se tratar apenas de relações, a Espiral Harmônica Progressiva se posiciona fora do tempo e do espaço.
Reiterando: independente de conhecer ou não algum termo musical, faça o download do e-book (é GRATUITO) e leia. O que se propõe é algo anterior à música. Uma mudança de paradigma.
Boa leitura!
Ler também o post: “A Mudança de Paradigma em Curso”.






































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