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Música para além da música

  • 12 de jan. de 2015
  • 2 min de leitura

Toda vez que releio os textos que tenho do Eduardo Penha sobre a Teoria da Espiral Harmônica Progressiva (TEHP). Não consigo deixar de pensar no livro Música Apresentada como Ciência e Arte de Antoine Fabre D’ Olivet (1767-1825). Livre pensador e escritor francês, Fabre D’Olivet tem várias obras sobre o hebraico, história do gênero humano, enfim, uma tremenda prolixidade em assuntos que como diria uma amiga: “Sem serventia alguma...”


“Sem serventia alguma...”, aliás, é meu lema de vida neste mundo em que tudo deve ter um porquê pragmático e que resulte de preferência em poder ou grana... Deixemos a economia de lado e voltemos ao livro do Fabre D’Olivet. Já faz um tempo que li este livro, confesso que prefiro rele-lo, mas é uma obra difícil de achar, eu tinha uma versão em francês em algum lugar... Sumiu.


Bom, assim como a TEHP do Eduardo Penha, Fabre D’Olivet nos mostra numa sequência histórica o que o homem fez com a ciência que era a música nos idos de Pitágoras até os tempos modernos, digamos século 19. Li os escritos da TEHP de uma tacada só quando o Edu me passou e a semelhança com algumas obras que li, e que, não tem nada a ver com a teoria da música me espantou bastante. Explico: sou um músico autodidata, e prefiro estudar música lendo livros de ocultismo, filosofia, etc. Do que acreditar em que teóricos acadêmicos querem em que acreditamos... Parafraseando D’Olivet, apesar do “lastimável estado em que a música se encontra”... a TEHP nos dá uma lufada de ar fresco e material suficiente para meditarmos o que é finalmente “Música”. Lamento o fato do Eduardo não colocar a TEHP em livro e assim propiciar um debate sobre sua criação/descoberta com mais pessoas... É uma escolha dele e assim a respeito. A única maneira de aproximar-se desta “lufada de ar fresco” e conversar diretamente com o Eduardo ou nos assistir em nossos “Home Concerts”.


O que digo é: “A música assim como toda a arte, não necessita explicação, porém ver que alguém consegue traduzir o “implícito” num desenho de espiral... e algumas tabelas de frequências de som, é como se alguém finalmente conseguisse juntar fé e ciência, sem que uma anule ou seja antagônica a outra... Coisa de mágico.”

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