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"O Destino é um Contexto"

  • 8 de dez. de 2014
  • 2 min de leitura

- Mas, se você (Oráculo) já sabe, como posso fazer uma escolha?

- Você (Neo) não veio aqui para fazer uma escolha. Já a fez!

Está aqui para tentar entender por que a fez.

(pausa)

Achei que, a esta altura, você já teria entendido isso!

(Matrix Reloaded)

A TEHP - Teoria da Espiral Harmônica Progressiva - traz a sustentação para a Música Contextual, que é a música que fazemos no grupo Espiral Harmônica.


O Contexto não é música e sim as escolhas que fazemos sobre a Espiral, que por sua vez possui, literalmente, todas as possibilidades de relações. Porque o que observamos na Espiral são relações, apenas relações. Mas sobre a Espiral em si falarei em algum outro post.


Este Contexto descrito é o que chamamos de Contexto-Momento. Tal qual a Espiral, o Contexto-Momento trata de relações, apenas relações. Na realidade são relações não manifestadas, que por sua vez estão fora do âmbito do tempo e da materialidade. É como um filtro na "realidade total" da Espiral, sendo que estas relações são tratadas apenas pelo seu aspecto qualitativo, exatamente por não estarem manifestadas. Estaríamos trabalhando sobre um prisma arquetípico, no "mundo" dos arquétipos.


Uma segunda instância do termo Contexto é o Contexto-Manifesto, que é quando manifestamos, damos uma concretude ao Contexto-Momento. Aqui continuamos tratando de relações, mas agora de relações manifestadas. Em nosso campo de trabalho, estamos falando sobre tempo musical, pulso, notas/alturas, timbre e cores. É a partir do Contexto-Manifesto onde é possível a criação de padrões, sejam formais, rítmicos, "escalas" de notas, timbres, sempre harmônicos entre si.


É a partir deste material contido no Contexto-Manifesto que podemos criar uma infinidade de músicas. Músicas contextuais.


O Destino está escrito, mas por ser Contexto, temos a livre escolha para compor a nossa música. Mas sempre dentro do Contexto.


Em muitas culturas, aqui representadas pelo filme Matrix Reloaded, o Destino/Contexto é escolhido antes do nascimento. Depois temos toda a vida para entender e cumprir o nosso Destino criando nossas várias "músicas". No ato de criação das nossas "músicas" vamos nos apropriando de nosso Contexto, vamos nos tornando senhores do nosso Destino.


Isto é Música Contextual!


Neste momento estamos utilizando o Contexto-Manifesto Ptolomaico para desenvolver o nosso repertório musical. Todas as relações contidas no Contexto-Manifesto Ptolomaico são as relações da afinação justa/ptolomaica de Zarlino, amplamente utilizada no Renascimento, e aqui extrapolada para todos os parâmetros musicais e as cores.


PS: "O Destino é um Contexto." (Omar Ali-Shah)


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