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Metrônomo e Surf

  • 20 de out. de 2014
  • 1 min de leitura

No nosso último ensaio tivemos alguma dificuldade em acompanhar o metrônomo. Alguns dias depois o Eduardo Penha me veio com um insight sobre esta questão e fez uma analogia com o surfista. Resumindo (considero que ele falará sobre este insight no blog dele), o metrônomo na nossa música tem função diferente da usada na música convencional. Ela nos dá a tônica da peça que estamos tocando e é praticamente um instrumento e não apenas uma ferramenta de estudo. Claro que estudamos com o metrônomo, mas ele está presente nas apresentações de todas as peças.


Conversando com o Eduardo Penha, concluimos que , em alguns ensaios, conseguimos nos relacionar tão harmoniosamente com o metrônomo que a fluição resultante beirava a perfeição. É simples e ao mesmo tempo muito difícil. Simples porque o metrônomo está onipresente, difícil porque a harmonia requer uma imersão total na frequência de onda que ele produz. Explicando grossamente o insight do Eduardo Penha, esta imersão e entrega total a esta onda é que nos proporciona a capacidade de "interpretar" e no meu caso e do Celso Cintra, que somos improvisadores, podermos realizar nossas "viagens", sem perder o foco, melhor, sem cair da onda.

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